cartas

são de cartas que eu sinto falta.
não que eu tenha vivido na epoca antes do email
mas quem é que não sentiu falta de alguma coisa que nunca viveu?
eu queria ter escrito cartas em papel de pão
ter citado nelas alguns poemas, frases dos meus escritores favoritos
assim como eu cito durante o dia

meu aniversário foi cheio de surpresas
depois de ter feito 21 anos
fui agraciada por 5 cartas de amigas bem próximas a mim
é não posso esquecer da carta que não foi escrita mas foi lida em um guardanapo sem nenhuma
palavra mas cheio de sentimento, obrigada Bia!
digo a vocês que fiquei feliz

faz tempo que eu encontrava bilhetinhos no caderno
ou em pequenos pedaços de papeis usados
lembro-me do que me fez mais feliz
era simplesmente um pedaço de papel rasgado
era quase um bilhete calado

lembro-me também do ultimo que eu escrevi
era cheio de verdades
cheio de esperanças
mas ninguém realmente o aproveitou

quando é que minhas cartas vão deixar de extraviar?
quero um destino, um endereço
quero alguém que possa responder
com suas verdades ou suas mentiras
mas que me responda e não me deixe na angustia
da espera de saber se alguém responde aos meus medos

me faz um favor?
me conte como você é
me mostre o que quer ser
siga enfrente
diga, ou melhor, escreva
tudo no papel fica mais facil
mais eu e mais você

Thais Allana Martins

6 comentários:

Wolber Campos disse...

Olá Thais! Tudo bem?

Que bacana ler seu texto. Sabe que há tempos penso em escrever também sobre isso. Você definiu muito bem.

Eu sou um pouco da época antes do e-mail. Por um lado facilitou muito a troca de mensagens e tornou o mundo menor. Porém, tudo que é digitalizado, perde um pouco a vida. A tinta, a caligrafia no papel, trazem toda uma energia boa.

Isso faz falta.

Grande abraço a você!

Wolber Campos disse...

Ah, esse livro "o menino do pijama listrado" é muito bom!

Beijo!

Lily disse...

Thais,

Primeiro, adoro suas visitas, sempre com belos comentários. Obrigada!

Segundo, meu pai sempre disse: "papel aceita tudo". Creio que as pessoas deveriam se aproveitar desse meio de comunicação (cartas, recados) ou mesmo dos e-mails para expor seus pensamentos, suas queixas, seus pedidos. Assim sendo, tudo ficaria mais fácil.

E, por fim, de medo posso falar. Sei tudo dele. Ninguém responderá aos teus medos, nunca! Só você poderá e conseguirá lidar com eles. Você poderá, sim, encontrar ao longo da tua jornada, pessoas que lhe estenderão as mãos ou mesmo palavras bonitas, de conforto, adequadas ao momento, mas só.

O teu medo é teu e você tem que aprender a lidar com ele.

Um abraço!

P.S.: Não se perca em amores desnecessários.

Uma frase do poeta inglês John Ruskin, para ti: "Não toleres aos pés de ti, nada que tu não aches belo ou que não lhe sejas útil."

Franck disse...

Cartas...ainda mantenho esse hábito, apesar do pouco tempo, da correria... Mas não há nada encontrar uma cartinha na caixa de correio, né? Imaginar que a pessoa pegou naquele papel, foi ao correio, essas coisas...
Às vezes penso colocar uma carta numa garrafa e lançá-la ao mar, tenho essa fantasia!
Bjs*

Thiara Ribeiro disse...

Sempre preferi as cartas!
Tão mais verdadeiras, tão mais emocionantes!

^^

;*

Sil.. disse...

Thais, querida!

Eu tenho uma caixa enorme de cartas guardadas, bilhetes, ahhhh, tantas coisas....saudades...
Realmente, internet hj, email, facilitou muito a vida das pessoas, mas sinto saudade das cartas.
E a gente se habitua tanto a digitar na net, que hj passei uma receita no papel pra minha mãe, e tremi na escrita, acredita?
Acho que era a falta de pegar uma caneta rs.

Linda reflexão, minha linda!

Um bjão!!!

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