A gente pode entristecer-se por vários motivos ou por nenhum motivo aparente, a tristeza pode ser por nós mesmos ou pelas dores do mundo, pode advir de uma palavra ou de um gesto, mas que ela sempre aparece e devemos nos aprontar para recebê-la, porque existe uma alegria inesperada na tristeza, que vem do fato de ainda conseguirmos senti-la.
Pode parecer confuso mas é um alento. Olhe para o lado: estamos vivendo numa era em que pessoas matam em briga de trânsito, matam por um boné, matam para se divertir. Além disso, as pessoas estão sem dinheiro. Quem tem emprego, segura. Quem não tem, procura. Os que possuem um amor desconfiam até da própria sombra, já que há muita oferta de sexo no mercado. E a gente corre pra caramba, é escravo do relógio, não consegue mais ficar deitado numa rede, lendo um livro, ouvindo música. Há tanta coisa pra fazer que resta pouco tempo pra sentir.
Por isso, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia. Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora.
Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento.
Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende grana, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida.
Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido. Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada. Triste é não sentir nada.
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Mudando sempre
Sabem eu adoro essa capacidade que o Planeta Terra e o seu povo tem de se adaptar a novas mudanças.
Eu sou basicamente uma amante de mudanças (deu para perceber, meu blog está sempre com um novo formato), mas nem sempre fui assim. Passei a gostar quando me mudei para Maricá isso a uns 5 anos.
Antes eu era totalmente contra a mudanças, resistia ao máximo e no fim acabava cedendo mas com lágrimas e muita dor.
Achava que era uma perda de tempo conseguir novos amigos, uma nova escola, uma nova possição na sociedade se depois de tanto esforço a minha mãe aparecia e resolvia mudar toda a minha vida.
Foi dificil eu confesso me adaptar as mudanças da minha mãe, de casa, de escola, de cidade, de bairro e até de estilo de vida, enfim as doideiras sem limites de uma mulher com seu 40 e todos.
Hoje confesso que é mais facil, me mudo com facilidade, me arrumo em qualquer canto e adoro sempre novas amizades, não que as antigas sejam ruins mas as novas são tão boas quanto. Adoro os novos lugares, a nova faculdade, os novos professores e o meu namorado ( afinal de contas não teria o conhecido se não tivesse vindo para aqui).
A unica coisa ruim dessa história toda é que minha mãe resolveu se aposentar nas suas mudanças drasticas, nas suas vontades loucas de trocar tudo do lugar.
Mas eu? Bom, eu continuo mudando, mudo os moveis do meu quarto de lugar, sempre arrumo novos amigos e visitos novos lugares, mudo de planos o tempo todo, parece até ruim isso mas não é esse é o unico modo da vida ficar em movimento sem sair exatamente da onde você está.
Um brinde as mudanças que nos transformam todos os dias!!!
Ah! a única coisa que eu não mudo é o namorado a minha vida com ele faz mais movimento do que em qualquer lugar do mundo.
Eu sou basicamente uma amante de mudanças (deu para perceber, meu blog está sempre com um novo formato), mas nem sempre fui assim. Passei a gostar quando me mudei para Maricá isso a uns 5 anos.
Antes eu era totalmente contra a mudanças, resistia ao máximo e no fim acabava cedendo mas com lágrimas e muita dor.
Achava que era uma perda de tempo conseguir novos amigos, uma nova escola, uma nova possição na sociedade se depois de tanto esforço a minha mãe aparecia e resolvia mudar toda a minha vida.
Foi dificil eu confesso me adaptar as mudanças da minha mãe, de casa, de escola, de cidade, de bairro e até de estilo de vida, enfim as doideiras sem limites de uma mulher com seu 40 e todos.
Hoje confesso que é mais facil, me mudo com facilidade, me arrumo em qualquer canto e adoro sempre novas amizades, não que as antigas sejam ruins mas as novas são tão boas quanto. Adoro os novos lugares, a nova faculdade, os novos professores e o meu namorado ( afinal de contas não teria o conhecido se não tivesse vindo para aqui).
A unica coisa ruim dessa história toda é que minha mãe resolveu se aposentar nas suas mudanças drasticas, nas suas vontades loucas de trocar tudo do lugar.
Mas eu? Bom, eu continuo mudando, mudo os moveis do meu quarto de lugar, sempre arrumo novos amigos e visitos novos lugares, mudo de planos o tempo todo, parece até ruim isso mas não é esse é o unico modo da vida ficar em movimento sem sair exatamente da onde você está.
Um brinde as mudanças que nos transformam todos os dias!!!
Ah! a única coisa que eu não mudo é o namorado a minha vida com ele faz mais movimento do que em qualquer lugar do mundo.
Loucos e Santos
Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.
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