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“Qual o desejo 'mais íntimo, mais desesperado' de meu coração?”

Hoje na faculdade estava lendo o blog da Liddell (muito bom por sinal) e fiquei intrigada com essa pergunta, fiquei imaginando qual seria o desejo do meu coração e durante uma aula chata de politica ambiental eu fiquei com esse pedaço do texto dela na minha cabeça:

"Mas antes de definir qual é o seu sonho mais desesperado, lembre-se da sua história, do seu contexto. Nada é o que parece, tudo é derivado de várias situações. Nem todos nós temos o coração puro, nem todos nós somos órfãos, nem todos nós fomos maltratados na infância." Liddell

Vamos fazer uma brincadeira eu conto aqui o meu sonho mais desesperado e você me conta o seu?
Mas não esqueça de ler bem esse pedacinho do texto antes, refletir e refletir para depois responder.

Enfim vamos ao meu sonho mais desesperado.
Conhecer, ver a face de Deus.
É meio louco mais sempre sonhei com isso.
Agora me conta o seu, ok?

Ah! É não esqueçam de visitar a Liddell, o blog dela é demais ... super original, lá me sinto no país das maravilhas.

Loucos e Santos

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.


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